terça-feira, 31 de julho de 2007

A bela e adorável jovem

Belo Horizonte, vida moderna de uma cidade capitalista, não me permite hoje esperar jovens com desenvoltura intelectiva. Os grupos, o sistema, a fragilidade do espírito, etc. não permitem que a próxima geração seja a “grande sucessora”, a moldadora de uma nova realidade, de um novo futuro.

Entretanto, em raríssimos casos, encontramos novamente a caixa de pandora, com seu antigo conteúdo, dando aos nossos corações ardor suficiente para que acreditemos em um futuro melhor. A caixa desta vez vem nas mãos de uma bela e adorável jovem, pessoa de aura evoluída, que de maneira única me surpreende a cada segundo, a cada detalhe, com uma capacidade singular de fazer apaixonar.

Ela não é a salvadora do futuro, não do futuro de todos, mas talvez do meu fora, embora dificilmente descubra a verdade, ainda sim quero me iludir com tal idéia.

Moça, porque sou tão incapaz de conquistá-la? Já me culpo o suficiente, perdoe-me por não saber lidar contigo, não sou eu mesmo, meu raciocínio, minhas mãos, meus olhares, minha atenção, tudo padece diante de ti. Tu és perfeita aos meus olhos, ainda não vejo defeito algum em sua aura, mas em mim vejo todos os defeitos, continuo assim, só e com a minha caixa, não me roube ela, pelo menos ela não!

por: Guilherme Habib

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Solitário

Como sozinhos estamos, sozinhos estaremos. Nunca deixamos de ser sozinhos, se vos não te considera, enganado está. A lógica é simples, seu cérebro, suas experiências constituem uma maneira única de pensar, de tal maneira ninguém, em absoluto, o entendera, logo estará em seu pensar solitário.

por: Guilherme Habib