A construção da história é feita pelas alternâncias das variáveis que compõem um sistema, caso contrário não haveria motivos para construção de um sistema de estudos que leva em consideração as estruturas vigentes no passado, já que o presente seria o passado e o futuro.
Mas como sabemos transformações ocorrem e podem ser frutos das próprias transformações, de outras transformações ou de fatores anômalos a própria história, as famigeradas interferências externas.
E assim o homem, membro permanente de um universo essencialmente mutável é também, como reflexo do seu sistema, inconstante. De tal modo a história da humanidade é construída de variações aleatórias internas ou externas ao homem, internas nos sentidos mais profundos da palavra, pois o homem é geneticamente diferente de seus antepassados, fisiologicamente diferente, portanto suas necessidades e pensamentos devem ser, do mesmo modo, dispare daqueles que um dia foram o padrão de homem. A natureza como mãe de todas as inferências externas ao homem (desconsiderando as internas) não é rígida e trás consigo mudanças drásticas, dando às variáveis externas instabilidade.
Esse caráter evolutivo do homem minimiza a possibilidade deste ter uma essência que impregna sua história, ainda mais quando essa afirma que o individuo é inerente a ela, tal como o homoeconomics de Adam Smith e qualquer outra tentativa de ahistoricidade do ser humano.
Além das já mencionadas estruturas de construção do homem e seu meio e a conclusão filosófica a partir desta, a história se encarregou de provar a veracidade de toda a teoria. Historiadores começam a partir de Marx a vislumbrar a história através de um movimento de construção que independe da essência humana e sim de como a realidade exige de seus agentes mudanças ou constâncias. Assim através das lutas entre classes constrói-se uma realidade favorável a aqueles que não dispunham das mínimas condições que necessitava.
por: Guilherme Habib