sábado, 29 de dezembro de 2007

O destino

Um dedo, um toque
Uma boca, um sopro
Só isso alguns precisam para passar além de si.
Processo simples e raro. A partir do despertar o movimento é cíclico e independente.

Uma mão, um murro
Um dente, uma mordida
Só isso a maioria recebe e não passa de si.
Processo simples e comum. A partir do despertar o movimento é cíclico e expansivo.

A sutileza é encontrada em poucos e só estes podem tocar e soprar; se não os encontra estará lançado à sorte. Assim o mundo é regido: todas as almas jogadas em um campo de batalha.
Socando, soprando, apanhando e voando

Salvem-se quem tiver sorte!

por: Guilherme Habib

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Morra!

Pra que? Pra que faço o que posso? Por que projeto meu futuro?
Qual é meu motivo? Será sonho?
Em ultima instância é tudo desnecessário! Tudo em vão!
Não me darão verdadeiro valor! Não podem nem se dar valor!
Por fim, vai acabar! Vão depender mais e mais!
Parasitas! Não vou fazer de vós nada!
Não, não… tudo menos isso, mártir nunca!

Só o futuro! Só dos que ainda não viveram existirá morte!
Faça como eu:
Mata-te! Reconstrua-te! Fortaleça-te!
Mas não viva! Não, Não, Não!
Não seja mais um parasita!
Seja grande! Seja imponente! Esteja além!
Criança-homem seja Homem! Seja Homem-Criança!

Tenho fome! Tenho sede!
Desejo-te o mesmo: Gula!
Não pare! Não Sucumba!
Mas morra! Morra! Morra!
Renasça! Renasça! Renasça!
Sempre!

Enfim, Crie!

por: Guilherme Habib

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Gritos de Solidão

Há pouco estava morto, a muito estava só. Hoje estou abandonado.

Abandonado das crenças e com pensamentos distantes, louco por desabafo e evolução, afobado por dizer algo, não digo bem. Assim apodreço de dentro para fora.

Não acho que chegara o inicio do fim, talvez, seja o fim do meu inicio. Meus caminhos se condenam e se questionam, meu ser torna-se mais limpo, mais ébrio, mais agudo.

Como um irritante som passo por estreitas fendas vazias, ocas de vida, ocas de sons. Grito só, na solidão de uma voz que nem eco tem. Por sorte grito só e sem ecos, assim ainda não fiz o que há de pior!

Gritando e esfregando em grandes paredões o vento se machucou e moldou essas muralhas amargas e inflexíveis. Aos poucos o que era uma fenda tornou-se caminho.

Dentro dessa gigantesca montanha existem milhares de fendas, cada uma a espera de um vento que a desvende, a desfigure, a questione. Eu sou um desses ventos, sou um dos poucos!

Outrora me pus de encontro com vários ventos: graves, lentos, perspicazes,…; tornaram-me mais forte, mais maduro, mais vivido, e menos só. Pois ventos passam e te alteram, te mutilam e te constroem; tudo depende do vento advindo - Prefiro os mutiladores, testam minha capacidade restauradora -, mas ventos passam…

Mutilei muitas brisas, alguns ventos, poucos morreram antes de me encontrar, entretanto a maioria me mutilara. Tiveram aqueles que se tornaram meus concorrentes, não os quero maior que eu! Por isso amo-os, por isso prezo-os, por isso tenho-os como objetivo, por isso vou sempre de encontro a eles!

Em busca de novos ventos estou, e de encontro dos velhos e fortes ventos estou.

Mas estes estão cada vez mais dispersos pela montanha, não vejo mais os velhos e os novos, estes sim, há anos não aparecem. Não estou mais só, fui abandonado. Talvez tenha arrancado pedaços demais deles, ou seus ventos não passem pelos mesmos caminhos que eu, às vezes eles fugiram da montanha, voltaram para onde não existem ventos só calmaria.

Parece que um fim chegara: o fim das confissões e das trocas, das críticas, das brigas; do que era mais bonito em ventos amigos. Ainda sim não saio das fendas, não saio da montanha, quero destrinchá-la até seu ultimo caminho. Desse modo me mutilo, me moldo, minha massa perpetua, ainda que meu coração compadeça.

por: Guilherme Habib

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Evolução dos Mortos

A muito penso,
A muito sinto,
A muito necessito,
Devo retomar a escrita?

Símbolo da evolução humana!
Tornamos capazes de convencer!
Matamos os nossos filhos!
Já nos mataram!
Só os mortos mataram!
por: Guilherme Habib

terça-feira, 31 de julho de 2007

A bela e adorável jovem

Belo Horizonte, vida moderna de uma cidade capitalista, não me permite hoje esperar jovens com desenvoltura intelectiva. Os grupos, o sistema, a fragilidade do espírito, etc. não permitem que a próxima geração seja a “grande sucessora”, a moldadora de uma nova realidade, de um novo futuro.

Entretanto, em raríssimos casos, encontramos novamente a caixa de pandora, com seu antigo conteúdo, dando aos nossos corações ardor suficiente para que acreditemos em um futuro melhor. A caixa desta vez vem nas mãos de uma bela e adorável jovem, pessoa de aura evoluída, que de maneira única me surpreende a cada segundo, a cada detalhe, com uma capacidade singular de fazer apaixonar.

Ela não é a salvadora do futuro, não do futuro de todos, mas talvez do meu fora, embora dificilmente descubra a verdade, ainda sim quero me iludir com tal idéia.

Moça, porque sou tão incapaz de conquistá-la? Já me culpo o suficiente, perdoe-me por não saber lidar contigo, não sou eu mesmo, meu raciocínio, minhas mãos, meus olhares, minha atenção, tudo padece diante de ti. Tu és perfeita aos meus olhos, ainda não vejo defeito algum em sua aura, mas em mim vejo todos os defeitos, continuo assim, só e com a minha caixa, não me roube ela, pelo menos ela não!

por: Guilherme Habib

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Solitário

Como sozinhos estamos, sozinhos estaremos. Nunca deixamos de ser sozinhos, se vos não te considera, enganado está. A lógica é simples, seu cérebro, suas experiências constituem uma maneira única de pensar, de tal maneira ninguém, em absoluto, o entendera, logo estará em seu pensar solitário.

por: Guilherme Habib

sábado, 26 de maio de 2007

Introdução ao Discurso

De tal maneira todos nossos hábitos são formados por um complexo sistema, falo algo novo?, Tornamos-nos, de certo modo, alguém.

Discurso:

- Povo Brasileiro, vós sois porcos!

- Vara nunca culpada por seus atos, e inteiramente responsável por eles, nunca houve alcatéia alguma, sois portanto, arrogantes e incapazes de reconhecer-te a vos e vossos erros. Reafirmo: Incapazes!

- Vós sois, provavelmente nunca mudaríeis, nem a vós, nem a teus descendentes, pois sóis Vara e não Cáfila, portanto nunca hão de sereis Leões.

- Tentais, algum dia, unir-vos a uma mesma causa? Nunca fostes capazes, pois sois a vara de vós mesmos.

- Não deprimireis, subjugados homens, resta-te a vós sua tão querida Pandora, ela nunca há de abandonardes a vós e a nenhum outro povo ocidental, porém só os livres de tal maldição construíram algo melhor aos novos.

- Para aqueles vindouros declaro: Sereis responsáveis pelas reais mudanças, perpetuei aos vossos filhos a liberdade, dê todas as opções possíveis, não tornai vossos, vossos. Enfim dareis o que não tivemos, retireis o que tivemos.

por: Guilherme Habib

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Velho safado

Ontem me deparei com uma cena extremamente interessante, dezenas de pessoas louvando um alemão de idade bem avançada que pousava em uma janela blindava e, reconhecidamente, era dono de um brilhante português, talvez, esta, sua grande façanha. Mas não eram em relação à fala que todos os entrevistados direcionavam seus elogios, diziam eles: o papa é lindo, ele é a salvação, me sinto mais puro ao vê-lo. “Pelo amor de deus”, ele é só um velho que não fez porcaria nenhuma para a humanidade, como um Zé ninguém consegue mover multidões? Como se fosse alguma espécie de salvador. Ele é apenas um homem, velho, que como todos os outros é digno de julgamento, ou não. Ele sempre foi todo instante um homem, um qualquer, que teve a brilhante idéia de morrer nas mãos daqueles assassinos de almas, os católicos, o clero. Sim, os mesmos da idade média, os de Hitler, os caçadores de mulheres, os fugitivos das pestes.

O papa morreu a décadas, e sua alma penada está ai para puxar aqueles que ainda sobrevivem na cidade dos homens, ou daqueles que acham que estão próximos da cidade de deus. Pobres homens, que estão fadados a serem mortos na vida e quem sabe, há chance, de se tornarem “vivos” enquanto mortos, mas será valida essa “vida” que a igreja nos sugere? Prefiro o inferno, a ter que viver sentado do lado de um velho, cheio de moribundos que nada pensaram, ou fizeram para desenvolver, proteger e melhorar seu meio.

Vocês, católicos, são donos da caixa de pandora. E de brinde tornaram-se o maior câncer que Jesus poderia criar. Matam a todos, inclusive aqueles que estão para nascer.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Brasil 3, A beleza da maldita

Central, planejada, desenhada, harmônica e simbólica; possui esbelto pescoço coberto por um verde gramado cercado lateralmente por sinuosos paralelepípedos ordenados e espaçados; no ombro direito o esplendor de uma velha ordem que ainda dita às regras morais; deite-a e olhe de seu umbigo em direção à cabeça, são duas maravilhas, o seio aberto e o seio fechado, de fundo as duas torres, entre elas, vislumbre, o símbolo maior; continue, encontras-te a mente orientada por três forças que definitivamente não são o ego, o id e muito menos o superego. Retome a visão geral, veja o centro, lá é à entrada dos pobres; à direita e a esquerda daqueles que consideram a cabeça seu norte estão às moradas, lindos palacetes, recobertos de desvios; às costas estará o memorial do construtor e este já está morto; seu dono também já falecerá, mas um dia, quem sabe, seus filhos distantes a exigiram de volta, hoje, no entanto, está à venda. Dê seu preço. Mas saiba, levará a pútrida Brasília.

por: Guilherme Habib

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Brasil 2, Talvez o por quê?

Simples o Brasil não é, assim como todos os seus problemas. Este é o lugar onde se tem tudo e falta tudo, onde juntos coexistem a ideologia do capitalismo, o sonho socialista, a necessidade da ditadura.

Nosso país tem problemas estruturais seriíssimos, é um estado desenhado com tantas facetas, com vários ideais, sem a menor disciplina, assim este só pode se tornar a terra do esperto. Nosso estado não consegue se conduzir sozinho, falta coragem e espírito nacionalista, falta metas, projetos, e fato é: isto não é culpa do brasileiro comum, pois não foi o João, a Maria ou o Pedro que criaram essas características culturais que perduram por séculos, mas será minha culpa e dos homens de cultura se nada mudar com a nossa passagem pelo poder.

O brasileiro, em geral, é um bom povo, sério, carismático, que sempre desejou o melhor para o país, assim é muito difícil para um cidadão ver seu semelhante na miséria, conviver com todos os tipos de problemas e prazeres urbanos ao mesmo tempo, o povo quer estabilidade e paridade social, sonhasse, portanto, com um estado igualitário, que não precisa de luxos, só de justiça. A partir deste sonho tornamos lindo o desejo revolucionário de Marx e Lênin com a ditadura do proletariado, e é este ideal que nos faz sentir, por mais contraditório seja, os melhores cristãos do mundo, fazendo nos perguntar com certa tenacidade: porque o movimento 8 de outubro não prosperou?

Somos um povo martirizado que sempre foi dominado por outros povos e por nossos próprios compatriotas, fomos controlados por Portugal, pela Inglaterra, pelos senhores de engenhos, os coronéis, pela mídia, pelos governos autoritários, pelos donos do dinheiro, enfim, nunca a população brasileira, o “povão”, chegou de fato ao poder. Talvez graças a estes acontecimentos históricos, nosso povo dependa tanto de um estado controlador, ou mesmo que não dependa, apóie um regime extremamente patriarcal, onde nós, a sociedade, somos considerados pela federação totalmente incapazes, mas será mesmo que somos?

A verdade é: fizeram uma escolha para o povo, definiram que somos capitalistas, e assim foi, deste modo tornamo-nos oficialmente membros de uma sociedade globalizada ancorada na economia de mercado, que busca o progresso, valoriza os produtos, liberta o homem financeiramente… estes valores típicos do sistemas entraram na alma do brasileiro, moldando-o capitalista, mas será mesmo que podemos chamar esta gente de capitalista?

Não tenho pretensões de determinar qual seria o melhor sistema para o Brasil, mas quero trazer a pauta de discussões este tripé que sustenta o caráter socioeconômico brasileiro, acredito que através do desenvolver deste assunto será possível descrever a base dos problemas contemporâneo de nossa nação, possibilitando, quem sabe, definir, qual sistema temos, qual queremos, porque somos assim e acima de tudo como podemos nos tornar melhor.

por: Guilherme Habib

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Brasil 1, analfabeto?

O quão difícil é escrever simples, é impossível que eu hoje escreva de forma obvia e objetiva, estou a amar os apostos, as antíteses, as vírgulas, ah! As vírgulas é tão bom usar este tipo pontuação, só elas conseguem de forma tão bela dificultar um texto, deixá-lo complexo o suficiente para aguçar o leitor a tentá-lo. É muito fácil, muito sem sal ler algo continuo, obvio. É como eu vou começar a dizer, a vida é como um texto, quanto mais difícil melhor.

É bem capaz de neste momento se perguntar, este autor é um merda, provavelmente esteja certo, nunca escrevi nada antes, ótimo, e daí? Falto com a verdade em escrever? Sim falto. Pois fui objetivo, pense nisso.

A verdade é, mesmo não querendo escrever nada objetivo, tenho que fazê-lo, pois não sei escrever, e muito menos o brasileiro sabe ler, o brasileiro gosta do obvio, da caixa, da verdade moral, gosta do que é certo, tem medo do novo, o brasileiro é em todos os sentidos totalmente cristão, ainda é cedo para falar se isso é ruim, fato é: o Brasil ainda está ruim, vejo algumas ligações, não sei se estou certo, não sei ler, muito menos escrever!

por: Guilherme Habib

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Matrix

O que é real? Por que deve ser real? Está tudo tão perto, está chegando, é quase, nunca é quase. Nada é real. Tudo é sobriamente colorido. Loucura? Só se formos todos loucos. Concluo, eu não sou louco, vocês que são. Sou reprimido, engarrafado, armazenado. Você não é? Você é livre? Você é único. Sempre seremos únicos. O algarismo que resume o homem é 1. Por quê? Você tem a resposta. Não, não tem? Então é enganado, não por mim, não pelo mundo, não por deus, espere! - Deus? Deus existe? - voltando, é por você mesmo. Seu tolo! Seu humanóide! Seu animal! Ei, esta ultima foi um elogio viu? Não gostou de ser animal? Que pena! Essa é a vida real.

Por: Guilherme Habib

quinta-feira, 29 de março de 2007

O velho de 18

Ô Gloria! A Cada segundo minha vida se torna mais utópica. A cada segundo fica mais longe meu sonho de ser eterno, não é possível a eu viver mais do que vivo. Ah! Quem me dera poder utilizar a relatividade de Einstein em minha vida, seria tão bom conhecer, ler, estudar o mundo e poder voltar ao meu tempo como se nada tivesse acontecido. Ah! Tempo, ô tempo, é tempo, o tempo de escolha, mas o tempo não para de correr, estou envelhecendo, mas só tenho 18 anos. Ô Gloria!

Por: Guilherme Habib

terça-feira, 27 de março de 2007

Um Showzinho Qualquer!

Era uma bela tarde de sexta feira, no Rio de Janeiro (péssima cidade), estava lá ansioso, esperançoso, tenso, esperando que começasse logo o provável melhor espetáculo que veria na minha vida até a minha idade atual.

É parece que estava certo. Eram em torno de 7h quando cheguei à praça da apoteose, depois de passar um dia interessantíssimo no Rio, dia esse que consistiu em pegar um ônibus com um carioca folgado (normal) que ficava com o braço ocupando aquela birosca que agente apóia o braço no ônibus, mas o problema mesmo foi que o maldito passava da área dele uns 20 centímetros,custei a fazer o individuo tira aquele maldito braço, mas por fim estabeleci meu espaço, logo após essa longa jornada mal cheirosa (isso mesmo, o rio fede), chegamos ao Shopping Rio Sul em Botafogo, detalhe, o shopping é realmente considerado um dos melhores, o que me impressionou muito, pois o centro comercial é totalmente inacabado as lojas são uma verdadeira zona, não tem um projeto definido, você não sabe onde você está, simplesmente pior que o shopping Cidades, mas até ai todo bem, mesmo porque meu dia começou a melhorar!

Fomos encontrar A carona, surge então à imagem de Fred, ex-morador da republica do Sr. Buda (meu acompanhante e Guia da jornada Roger Waters Rio 2007) e fomos para frente da assembléia do Rio, bem bacana o prédio, bonito, estilo dos prédios da assembléia aqui de minas, mas isso já é outra história, o fato é que mesmo com um céu típico de que iria chover o encontramos acompanhado de um amigo, sua prima e uma amiga desta. Chegamos ao Bar, ótimo, é essa a boa hora, experimentei Itaipava, muito boa cerveja, barata e boa, R$2,00 o casco, bebi um pouquinho, abandonamos as senhoritas e fomos ao show.

Era uma bela tarde de sexta feira, no Rio de Janeiro (péssima cidade), estava lá ansioso, esperançoso, tenso, esperando que começasse logo o provável melhor espetáculo que veria na minha vida até a minha idade atual. Eram em torno de 7h quando cheguei à praça da apoteose, e lá estava, um cenário faraônico, maravilhoso, sinistro e com uma excelente musica ambiente. Era um Radio Gigante, com um Homem encima e um avião ao seu lado, um copo gigante de Whisky (Cowboy), um cinzeiro gigante e uma garrafa de whisky gigantesca de Johnnie, como podem ver na imagem ao lado. De repente, surge uma fumacinha, leve, tranqüila, todos na apoteose se perguntam o que seria aquilo, quando de repente aparece uma mão com um cigarro, bate este no cinzeiro muda a estação da rádio que ouvíamos e leva o copo de whisky. Assim começou o Show do Sr Roger Waters!

Por: Guilherme Habib