segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Da produção intelectual humana

É uma resposta direta à nossa realidade, a produção intelectual humana. Nos tempos atuais, salta aos olhos como o desenvolvimento científico está subjugado ao poder do capital.

Para se ter acesso aos bens materiais necessários à vida, ou aos luxos idealizados como necessários pelo capital, tem-se que I) ter capital ou II) vender sua força de trabalho.

Se o indivíduo tem capital, sofre influência direta das leis da concorrência, logo deve ele organizar-se, ou trabalhar em função do lucro. Para tal, submete seu intelecto e seu tempo aos desejos do gestor das relações humanas de nossa época.

Se o indivíduo é desprovido de capital, tem que trabalhar em função dos objetivos deste, ou seja, a fim de que a instituição gere o maior lucro possível, logo, o indivíduo, desprovido de autossuficiência, tem de gastar seu tempo e sua energia em função do que o mercado exige.

O homem não é, portanto, de todo limitado a gerar riqueza material, dinheiro, mas é encaminhado de corpo e alma a ir nessa direção.

Por conseqüência, a produção intelectual humana é uma resposta direta à nossa realidade social.

Infelizmente, o lucro nem sempre anda no caminho do verdadeiro conhecimento. Muitas vezes ele obriga o indivíduo a buscar a aparência funcional, não o conhecimento absoluto. Nem sempre o capital trata a ciência geral como a trata a física, que deve buscar o que há dentro da matéria, em seu âmago. Por vezes, ele busca apenas a função óbvia, ou a função que gera riqueza para um determinado capital, tal como faz com as ciências sociais modernas, ou com o tecnicismo da engenharia, ou medicina.

Diversos campos do conhecimento se encaminham cada vez mais para a morte, até mesmo aqueles que se tem como os descobridores do homem, tal como as ciências humanas. Estas ainda andam em direção à morte, pois o homem ainda manipula o capital por amor à razão ou amor ao homem, mantendo vivos esses amores.

Por isso, ainda é possível fazer filosofia, porque há no homem ainda o caminho para o super-homem.

Mas aos homens que desejam se superar como homens, há sempre a tarefa de I) ludibriar os valores estipulados pelo capital, II) conseguir ver para além da aparência, ou seja, ludibriar sua maneira primária de ver o mundo, maneira essa fortemente glorificada pela ação do capital, III) ter os meios materiais necessários para se manter vivo, ou seja, vender-se em parte ao capital, ou achar um local no mundo onde este e nenhuma força como esta lhe obrigue a produzir em função de algo externo ao homem, IV) ter acesso ao conhecimento humano passado, pois não é tarefa para uma vida superarmos o homem, precisamos da acumulação intelectual existente, V) ter plena consciência de si como homem, VI) ter liberdade intelectual absoluta.

por: Guilherme Habib

23/09/09

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Na direção do homem

Hoje decido pela revolução, apesar de pessimista; não consigo ver o início do meu sonho de futuro como algo de meu tempo. Por outro lado, abandonar nossos sonhos é nos abandonar como homens; se faço isto, o que me torno?

Se hoje aceito o desafio vindo do meu âmago, da parte do meu ser que me define em generalidade, hoje abdico apenas da teoria e entro na prática.

Serei homem teórico e pratico, pratico e teórico; analisarei o mundo para mudá-lo com minhas mãos, mudarei o mundo para me tornar completo.

Nunca fui um homem de ações, talvez por ver diversas variáveis, mas sempre tive pretensões reais e, quando me foi exigida uma tarefa real, não a neguei.

Mas até então minha atuação real fora resultado do acaso, agora tomo a responsabilidade para mim! É meu dever mudar o mundo! É meu dever possibilitar o homem! É nosso dever exigir que tornemos homens!

Mas o que é o homem? É quando somos unidade completa, quando somos alma e razão, quando somos as duas em dialética. Quando não somos razão submissa ao inconsciente, quando não somos razão desprovida de alma.

Olhemos a formação do homem. Um ser receptivo as informações externas, um ser resultado direto do seu mundo, um ser objeto, um ser que em última instância nunca será ele, mas sempre será resultado das outras variáveis. Por outro lado, são infinitas as variáveis que o compõem e também são distintas as variáveis que compõem os outros de sua espécie; logo, todo homem é único; há também o fato de ser da espécie humana o processamento de dados, e sua aleatoriedade e multiplicidade retiram qualquer limite do homem, ele é no fim ser único e potente.

Mas sua potencia só será libertada quando tiver consciência humana, quando a determinação externa não for sua força motriz, quando não for mero resultado, mas função e resultado do mundo. Quando for alma e razão!

por: Guilherme Habib

04/11/09

sábado, 22 de agosto de 2009

Da possibilidade do homem

Todo e qualquer homem é fruto de sua essência material de ser e de sua história, portanto, o ser é de fato um resultado histórico de si mesmo, e se é um ser necessariamente social é resultado do organismo social à qual pertence. Porem sendo o individuo provido de ferramentas, pode ele ser mais complexo que o homem padrão de seu tempo, como hoje, pode, também, existir indivíduos que tem sua influencia direta dada pelo passado do homem e não pelo homem atual, ou outros indivíduos que tem sua influencia dada pela sociedade de outros homens e não da realidade que o limita; há também indivíduos que tem sua influencia dada por uma aleatoriedade tão cabal, ou por uma estrutura material de ser tão distinta que pode transcender o movimento natural do homem comum ou do homem pensante.

A maior parte dos homens é fruto direto do sistema que apresenta materialmente a ele, por isso homem comum. Parte dos homens, quando têm as possibilidades materiais, se tornam pensantes, ou seja, partem a uma analise da sua realidade por uma construção mais complexa que aquela que se apresenta escancarada aos seus olhos; estes homens pensantes, são, em geral, os filósofos, os pensadores, os ideólogos, os revolucionários de todas as eras. Por fim temos uma espécie de individuo rara, que é resultado de fatores materiais, mas pode ter a maior parte de sua especificidade dada pela sua própria matéria, ou seja, pelo seu organismo, por ser um organismo biológico consideravelmente distinto do padrão humano.

Nada impede porem que o homem comum seja também pensante ou que o pensante seja comum, ou que o atípico haja como comum ou pensante. Tudo é possível quando se trata de comportamento. Porém, aqui, devemos tratar de generalizações, por isso podemos tratar apenas do homem comum e do pensante.

A realidade atual é a movimentação desses indivíduos ao longo do tempo. Utilizando de sua capacidade racional e instintiva o homem agiu de maneiras especificas segundo realidades especificas, porem o movimento geral do homem foi dado por um movimento irracional, ou seja, o homem não teve nas mãos as rédeas de seu destino, teve no máximo os dedos para tentar forçar a direção do cavalo selvagem do tempo.

Esse fenômeno se dá por conta do homem comum e do homem pensante. Em geral todos esses tem seu consciente submisso ao inconsciente, um consciente que se manifesta sob as ordens, desejos e convicções do inconsciente. Este fenômeno que a principio se mostra como um problema eterno do homem, não o é quando o mesmo tem a possibilidade de se relacionar com a sua natureza de uma maneira mais completa e orgânica; mas que para isso ocorra o homem tem que se elevar, tem que se movimentar de uma maneira distinta do que lhe é dado no presente, tem que se revolucionar e revolucionar sua sociedade só assim subirá um degrau na escada da evolução.

O homem é um ser material por essência, um ser social por essência; sua existência atual é dada pela produção em sociedade dos meios necessários à sua reprodução. Sua história evolutiva está, portanto, relacionada à sua historia social e sua história social é resultado direto da sua história produtiva, material. Portanto, o homem só se elevará além do homem atual quando mudar sua realidade produtiva, material e por conseqüência sua realidade social.

Para que o homem possa vislumbrar a possibilidades de uma superposição em sua altura, tem o homem atual de ter as bases materiais para poder racionalmente e inconscientemente, a partir do passado e da sua capacidade de reunião e interpretação de informações, idealizar um futuro. Todo esse movimento de processamento e produção de conhecimento só pode ser dado de maneira consistente pelo homem pensante, que terá como principal tarefa possibilitar – e é esse o termo perfeito a ser usado, pois o homem pensante não deve planejar todo o futuro, isso é uma possibilidade que está muito além do homem de nosso tempo – o futuro nas suas linhas mestras e ao mesmo tempo movimentar os homens comuns junto de se para elevar a se e a sua sociedade a um novo estágio social.

Foram vários os homens prodigiosos que estruturam as possibilidades gerais para o homem evoluir, foram vários os que movimentaram as massas para elevar-se, porem estes homens foram derrotados pelo inconsciente da humanidade que luta para perpetuar a espécie. É da natureza de todo ser vivo se perpetuar em um cenário sem mudança material. Iria o cacto ter espinhos se não houvesse predadores? Até agora a história do homem se movimentou, de maneira geral, por conta das necessidades que o ambiente lhe impôs. Quando será que o homem definirá seu futuro?

Hoje o que vejo são só os espíritos de camelos carregando a realidade até morrerem no deserto e nada sair de suas entranhas. Há poucos anos atrás, regiões do mundo eram dominadas por leões que levavam milhares de camelos carregados de esperança, de poder carregar o mundo em suas corcovas, e carregados de armas, para revolucionar o mundo. Nestes anos de revolução muitos camelos tombaram pela força das armas dos inimigos, mas muitos sobreviveram vitoriosos, com armas nas mãos e com esperança no peito. Mas o camelo não se tornou leão, e o leão não se tornou homem! Alguns leões partiram, outros lutaram até serem castrados, dominados ou expulsos do mundo que tentavam mudar para que pudessem nascer como homens. Ao camelo restaram-lhe carregar novas verdades, novas promessas, novas crenças. Mantendo-se camelos até morrer no deserto e nada sair de suas entranhas.

O ambiente humano está em constante mudança, e em nosso tempo a mudança está se dando de maneira mais aguda, de maneira forte, talvez em 30 ou 40 anos retorne os leões a terra, para que possamos juntos movimentar cáfilas a fim de mudar o mundo e possibilitar o nascimento do homem, e quem sabe, possibilitar o nascimento de uma sociedade de homens.

por: Guilherme Habib

22/08/09

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Da história do conhecimento

Antes da existência de um novo homem, já temos os velhos, temos a encarnação da sociedade naqueles que a constituem hoje. Nela temos uma série de mecanismos criados pelo homem, conscientemente ou não, que determina a função, a posição e em grande medida o destino de cada um. Este fator determinante é ainda mais relevante com a morte de Deus; se “Deus está morto e foram os homens que mataram Deus”, torna-se o homem refém da matéria que possui, pois quando há homens que afastaram as necessidades sociais das matérias, destrói-se o mundo fora da matéria, já que o homem se reproduz em existência apenas pelos bens.

Com a sua evolução animal – ou seja, desprovida de racionalidade, de projeção e sim feita a partir de situações temporais, diretamente relacionadas com suas visões limitadas pelos seus predecessores – o homem moderno, filho do capital, matou Deus, por este não ser mais necessário; entretanto não matou por conta de sua razão, mas de sua irracionalidade existencial. Por conta de diversos acontecimentos históricos, por conta da ação individual, do racionalismo limitado, ou, da ignorância abissal humana. Conseguiu-se, assim, colocar o homem no céu, o homem no espaço, o homem no luxo material, o homem na miséria material, na miséria filosófica, na miséria existencial.

Não se assume, por outro lado, que somos seres ignorantes, seres inconscientes que agem movidos pelas nossas verdades, ou melhor, pelas verdades formadoras de cada indivíduo. Temos, portanto, seres vivos acéfalos com surtos constantes, porém inconsistentes, de racionalidade, por isso agimos num movimento de aprisionamento eterno, mesmo na morte de Deus.

Deus está morto, nossos ídolos não! Quando Deus foi assassinado brutalmente pelo capital, este não pôde deixar o homem livre em essência: o aprisionou nas suas violentas e demagógicas leis, que como uma bela religião aparece ao homem como este a deseja. Coube então aos homens, com poder, convencer a ignorância dos demais das suas verdades; constituíram-se assim novos ídolos, criados pelos homens de poder na sua cegueira temporal, sustentada pelo fetichismo que os liga ao que a sua vista é o homem – produto.

Frutos da inconsciência criam sua verdade e a expandem através de sua influência. Este é o movimento da mente histórica humana.

Agora resta ao homem libertar-se em essência, possibilitar o super-homem, para o qual deve manter Deus morto, deve depois matar todos os ídolos, deve se libertar da matéria em todos os sentidos; mas para isso é imprescindível que tenha ele acesso à roupa, à casa, ao alimento do corpo e da alma!

por: Guilherme Habib

31/07/09

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Da tristeza, da solidão

Tal sentimento que me remete na solidão está tão colado àquele da tristeza, os dois tênues, mórbidos, belos, puros, prodigiosos.

A solidão mãe maior do nosso encontro, da altivez, das possibilidades, do encontrar-se, do eterno retorno; mãe da liberdade de toda nossa essência e do desespero de todo nosso ego. Para quem nos pronunciaremos na solidão? Para quê nos pronunciaremos? Da primeira só resta à loucura, da segunda temos a nossa evolução, a nossa ganância intelectiva.

A tristeza suprema detentora da beleza, da dor, da angustia, da insensatez. Proviria dela nosso movimento, nossa inquietação, nosso ir a ser. Por que procuramos fugir da tristeza? Para superar o belo, para movimentarmos, para encontramos algo, para termos possibilidades, para sermos algo.

Porque da tristeza tem-se a solidão, porque da solidão tem-se a tristeza, porque em ambas temos a nós, como seres evoluidores, angustiados, expandidores.

por: Guilherme Habib

domingo, 24 de maio de 2009

Acaso

O acaso sempre destrói a projeção, nunca permite que se ande como o imaginado! Mas sempre nos permite construir uma projeção, imaginar algo nunca imaginado.

Não fora o acaso odiado pela suas peripécias, adorado pelo mesmo motivo; não foste este o eterno movimentador de nossas vidas? Sem ele estaríamos nas constantes, estaríamos fadados ao esperado, ao fato consumado.

Daí vem todo o amor que deve ser dado com justiça ao acaso. Que homem seria homem sem a infinita variabilidade construída pelo controlador do tempo? Quais sentimentos poderiam existir sem as infinitas influencias que convergem na construção do imprevisível?

Toda especificidade humana é gerada pelo acaso – o não controle humano – e é por este fato que nos constituímos como homens; e é por sermos cada qual único e sermos a única espécie animal pensante que podemos usar o acaso para nos identificarmos.

Como ele somos imprevisíveis; como ele somos múltiplos; como ele somos influenciados; como ele somos independentes; como ele somos únicos em cada momento em cada instante; como ele, e por ele, somo caóticos; graças a ele somos sentimentos!

Devemos nosso sentimento ao acaso, sem suas aventuras teríamos motivos para sermos irracionais? O cheiro da irracionalidade nos da o amor a vida! O desejo do controle! O desejo!

Nunca antes se pôde ver com clareza que não há Deus, há acaso! Nosso grande criador! Nosso eterno e surpreendente gerador de possibilidades!

O homem ofendeu o acaso por séculos, lhe deu nome e lhe deu personalidade; pergunto-lhe qual é a personalidade do acaso? não seriam todas? não seriam infinitas? não seria a somatória de todos os homens, incluído o que não é tangível no próprio homem, ou seja, seu sentimento?

Como homens devemos buscar o acaso, para isso precisamos de mais e mais influencia.

Como homem busco meu acaso! Como homem acredito sempre tê-lo encontrado! Como homem sou tolo! Como homem amo! Como homem sinto! Como homem tenho medo! Como homem supero-me! Como homem cresço! Como homem desejo!

por: Guilherme Habib

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caminho

Primeiro se constrói o mundo, pela idéia, pela discussão, pela observação. Depois o desconstrói e forma sua própria noção filosófica. Posteriormente percebe que os que estão à volta estão à sua frente, os persegue, os busca, os supera. Então busca convidá-los a buscar mais conhecimento e se desaponta. Percebe com sofrer que deverá buscar-se por si só, e deste modo caí no mundo.

De encontro com os velhos e mortos vê em suas palavras familiaridade, vê a possibilidade de ascensão intelectual, percebe que a superação deverá ser dos mortos, dos imortais, pois os vivos já padeceram e não viveram mais. Por sorte então consegue persuadir-se e encontrar com facilidade seus próximos debatedores, mas infelizmente não sabe a quem mostrar suas teses e críticas. Pois não há seres neste mundo!

por: Guilherme Habib

domingo, 12 de abril de 2009

Ego

Que angustia horripilante gira torno do meu controle.

Nada controlável, ainda que pareça ser! Não há explicação segura, a não ser um acaso horripilante.

Poderia ser ego, minha avareza levando à exaltação do meu caráter mais religioso, da minha crença em ser, eu, único. Seria irreal crer que possa ter algo que seja legitimo a todo homem? Seria real presumir que esse algo não pode ser real?

Não! Não parece realmente justo que essa realidade seja tão tortuosa e distante. Não deveria ter, eu, a possibilidade de ao menos uma vez ter algo próximo do plano, próximo à expectativa. Não! O acaso sempre destrói a projeção, nunca permite que se ande como o imaginado!

Mas talvez, apenas talvez, não seja culpa do acaso, mas do imaginário. Incompetente! Não consegue ver que o mundo caminha de maneira difusa do real? Não consegue ver como ele age?

Mas e o ego? E o conforto d’alma? É duro demais acreditar na verdade mais obvia, de acreditar que não sou escolhido, do fato de, eu, não estar acima da razão, de não ser visto como futuro.

Ainda posso culpar o mundo! – diz o ego.

Posso por ele não conseguir me entender. Sim! Estou acima de todos! Não pelos padrões, mas pelo que posso ver e ser. Por isso, e só por isso, não me amas como um único, porque não compreendes que posso sê-lo. E se compreendes não vê a importância de poder estar ao lado dum ser distinto. E se sabes de tudo isso, não o faz por que temes não conseguir conquistar-me todos os dias, pois sabes que se não fizer será punida. Por ser vivente não a perdoarei. Por não ir além de ti mesma não a perdoarei. Por não me dar motivação para que eu cresça cada vez mais, não! não a perdoarei!

Mas estou errado, não fora o acaso, fora meu imaginário. Por isso só me resta, pedir teu perdão.

Por fim, não me perdoe! É só o que lhe peço.

por: Guilherme Habib

sábado, 4 de abril de 2009

Arte

Arte expressão vivida d`alma humana, forma deformada do ser, demonstração límpida do humano.

Arte forma na qual qualquer homem expressa seu âmago; se mostra em sentimento, caos, deformidades. Ser não linear, inexato, imprevisível. Ser rico. Indivíduo único. Indivíduo emaranhado num complexo formato mutável ao longo de seu tempo e pré tempo.

Só arte, sendo-a mutável, originada do observador – temporal, pessoal; é única em todo tempo, em qualquer tempo! É a única que nos mostra como criativos e criadores.

A arte não de quadros, mas a arte do SABER, a filosofia, ela, a única, a movimentadora do mundo humano. Não pela libertação, não pela idealização; não pelo “crentecismo” humano! mas pela variável interna ao homem que evoluí!

N`arte da filosofia está o poder além das constantes!

por: Guilherme Habib