segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Genialmente diferente

Genialmente diferente, intrinsecamente distinto.

Ah! Os seres humanos quando nos percebem, mal sabem o quanto nos os estudamos, o quanto o ar que respiramos é próximo do seu, mas como nossas narinas são perfeitamente formadas para respirar os ares mais puros, sombrios, nefastos.

Somos genialmente loucos! Uma compreensão única da vida, uma não linearidade formidável que nos deixa longe, longe e incrivelmente distante de suas pobres e absolutas verdades.
Separados no parto, criados por lobos, criados sozinhos, uns de pernas fortes e altivez elevada, outros querendo leite e lutando pela sobrevivência; não existe sobrevivência para aqueles que são eternos, não existe luta para aqueles que são únicos, não existe propósitos para aqueles que acreditam que morrerão.

Quando nos percebem? Não nos vêem sempre, não sabem nem que existimos, não sabem nem que existem, mas sabem, pois acreditam, e lutam para não deixar de crer que são únicos e escolhidos.

Nunca os entendi! Renegar-se por conta de ser escolhido. Como escolhido? Se renegou!
Ah! Humanos. Ah, Humanos! Cresçam! Virem homens, antes que a matilha se destrua.
Não quero mal a vocês!

por: Guilherme Habib

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O ateísmo sem propósito

Hoje a quantidade de ateus cresce, e cresce de uma maneira jamais vista, hoje em muitos lugares é algo bonito ser ateu. Em principio essa noticia deveria ser boa, mas não sei se é tão simples quanto pareça esse processo de ateização da sociedade.

Antes um ateu não surgia por modismo, ser ateu significava dentre outras a capacidade de quebrar uma lógica moral que regia a sua vida, matar uma estrutura de crença que passa além da fé e que chega até os mais simples atos do cotidiano. Hoje o ateu que vejo é um ateu do capitalismo, é um “racionalista” da mídia, é um homem, ou um menino que descobre que acreditar na igreja católica é revoltante simplesmente porque teve aula de história, e por não sentir falta da religião não é católico e se diz ateu.

O termo ateísmo morre quanto maior fica.

Mas de todo mal que se projeta ainda se vê vantagem, o homem está provando aos Ateus verdadeiros que religião é algo desnecessário até para os viventes; O ateísmo da moda pode nos levar ao raciocínio: A igreja não foi procurada, mas sim imposta.*

Mesmo com a expansão do ateísmo o ceticismo não cresce com a mesma velocidade, provavelmente porque não é pensando pela massa. O estado de descrença evolui, normalmente, com o cientificismo ou com a filosofia, não com revolta ao dogmatismo. Além das formas como surge o anti-dogmatismo a dificuldade do pensar o próprio tema é um grande empecilho aos mundanos, de tal maneira surge uma estranha e desconexa criatura, o ateu dogmático.

Mas ainda existem as almas evoluídas de fato, os verdadeiros espíritos livre estão surgindo por todos os cantos, reflexo de uma conjuntura religiosa fraca, de maior acesso a informação, da liberdade de credos e ideologias e principalmente do contato com as outras culturas. Há esperança desde que os que as almas que estão pulverizadas pelo mundo permaneçam únicas e pensantes, e que nunca sejam como os assassinos do homem: pregadores, que sejam sempre aguçadores de almas, de almas propícias.

Ateus, ateus do mundo, verdadeiros ateus, sejamos aqueles que não se vêem como escolhidos, mas aqueles que se escolheram. Sejamos construtores da alma, mas não das almas perdidas, mas das nossas almas. Sejamos nós, nós mesmos. Sejamos nós Humanos, não os da terra, mas os de essência. Sejamos Ateus.

*Essa é uma visão simplista, uma especulação. Não considere tal como verdade absoluta.

domingo, 18 de maio de 2008

Frutos dos vários tipos de homens

A construção da história é feita pelas alternâncias das variáveis que compõem um sistema, caso contrário não haveria motivos para construção de um sistema de estudos que leva em consideração as estruturas vigentes no passado, já que o presente seria o passado e o futuro.

Mas como sabemos transformações ocorrem e podem ser frutos das próprias transformações, de outras transformações ou de fatores anômalos a própria história, as famigeradas interferências externas.

E assim o homem, membro permanente de um universo essencialmente mutável é também, como reflexo do seu sistema, inconstante. De tal modo a história da humanidade é construída de variações aleatórias internas ou externas ao homem, internas nos sentidos mais profundos da palavra, pois o homem é geneticamente diferente de seus antepassados, fisiologicamente diferente, portanto suas necessidades e pensamentos devem ser, do mesmo modo, dispare daqueles que um dia foram o padrão de homem. A natureza como mãe de todas as inferências externas ao homem (desconsiderando as internas) não é rígida e trás consigo mudanças drásticas, dando às variáveis externas instabilidade.

Esse caráter evolutivo do homem minimiza a possibilidade deste ter uma essência que impregna sua história, ainda mais quando essa afirma que o individuo é inerente a ela, tal como o homoeconomics de Adam Smith e qualquer outra tentativa de ahistoricidade do ser humano.

Além das já mencionadas estruturas de construção do homem e seu meio e a conclusão filosófica a partir desta, a história se encarregou de provar a veracidade de toda a teoria. Historiadores começam a partir de Marx a vislumbrar a história através de um movimento de construção que independe da essência humana e sim de como a realidade exige de seus agentes mudanças ou constâncias. Assim através das lutas entre classes constrói-se uma realidade favorável a aqueles que não dispunham das mínimas condições que necessitava.

por: Guilherme Habib

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Reflexos “Tropa de Elite”

A estrutura caótica socioeconômica, legislativa e jurídica brasileira está gerando uma nova linha de “heróis”: Os Capitães Nascimento. Estes indivíduos que lutam por uma sociedade sem violência, mais digna, onde seus filhos possam crescer saudáveis e em paz são em suas maiorias policiais militares, seres de baixíssima escolaridade, pouquíssimo conhecimento de leis e péssimo treinamento policial. Entretanto suas capacidades de lutar pelos seus ideais e seu poderes são razoavelmente consideráveis já que o estado os arma seu desejo de justiça é alimentado pelo cinema e raramente são controlado pelo grande e poderoso Estado.

A partir desse cenário os saudosos gladiadores da paz e dos bons costumes procuram seus adversários e quando é possível autuar sobre eles o fazem sem nenhum temor. O problema na vida dos agentes começa quando se deparam com os tão odiados estudantes, também conhecidos por maconheiros. Diariamente esses encontros são passivos, eles não se chocam sem um motivo, mas quando uma faísca lançada o conflito ganha cara e tamanho, e nessas grandes batalhas um lado perde e o outro ganha, um perde a integridade física o outro ganha muita dor de cabeça e isso tudo porque um tem armas e o outro tem conhecimento de leis ou papai rico/influente.

Os resultados finais de toda esta real e absurda história são conflitos cada vez mais freqüentes entre os grupos, crescimento do desrespeito de ambas as partes e uma incrível capacidade de negar a importância do outro grupo para a melhoria do país.

por: Guilherme Habib