quinta-feira, 3 de maio de 2007

Brasil 3, A beleza da maldita

Central, planejada, desenhada, harmônica e simbólica; possui esbelto pescoço coberto por um verde gramado cercado lateralmente por sinuosos paralelepípedos ordenados e espaçados; no ombro direito o esplendor de uma velha ordem que ainda dita às regras morais; deite-a e olhe de seu umbigo em direção à cabeça, são duas maravilhas, o seio aberto e o seio fechado, de fundo as duas torres, entre elas, vislumbre, o símbolo maior; continue, encontras-te a mente orientada por três forças que definitivamente não são o ego, o id e muito menos o superego. Retome a visão geral, veja o centro, lá é à entrada dos pobres; à direita e a esquerda daqueles que consideram a cabeça seu norte estão às moradas, lindos palacetes, recobertos de desvios; às costas estará o memorial do construtor e este já está morto; seu dono também já falecerá, mas um dia, quem sabe, seus filhos distantes a exigiram de volta, hoje, no entanto, está à venda. Dê seu preço. Mas saiba, levará a pútrida Brasília.

por: Guilherme Habib

Um comentário:

Anônimo disse...

habib!!
teve a manha! ficou mto bom!! mto bem escrito! exatamente brasilia...