Que angustia horripilante gira torno do meu controle.
Nada controlável, ainda que pareça ser! Não há explicação segura, a não ser um acaso horripilante.
Poderia ser ego, minha avareza levando à exaltação do meu caráter mais religioso, da minha crença em ser, eu, único. Seria irreal crer que possa ter algo que seja legitimo a todo homem? Seria real presumir que esse algo não pode ser real?
Não! Não parece realmente justo que essa realidade seja tão tortuosa e distante. Não deveria ter, eu, a possibilidade de ao menos uma vez ter algo próximo do plano, próximo à expectativa. Não! O acaso sempre destrói a projeção, nunca permite que se ande como o imaginado!
Mas talvez, apenas talvez, não seja culpa do acaso, mas do imaginário. Incompetente! Não consegue ver que o mundo caminha de maneira difusa do real? Não consegue ver como ele age?
Mas e o ego? E o conforto d’alma? É duro demais acreditar na verdade mais obvia, de acreditar que não sou escolhido, do fato de, eu, não estar acima da razão, de não ser visto como futuro.
Ainda posso culpar o mundo! – diz o ego.
Posso por ele não conseguir me entender. Sim! Estou acima de todos! Não pelos padrões, mas pelo que posso ver e ser. Por isso, e só por isso, não me amas como um único, porque não compreendes que posso sê-lo. E se compreendes não vê a importância de poder estar ao lado dum ser distinto. E se sabes de tudo isso, não o faz por que temes não conseguir conquistar-me todos os dias, pois sabes que se não fizer será punida. Por ser vivente não a perdoarei. Por não ir além de ti mesma não a perdoarei. Por não me dar motivação para que eu cresça cada vez mais, não! não a perdoarei!
Mas estou errado, não fora o acaso, fora meu imaginário. Por isso só me resta, pedir teu perdão.
Por fim, não me perdoe! É só o que lhe peço.
por: Guilherme Habib
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