Hoje decido pela revolução, apesar de pessimista; não consigo ver o início do meu sonho de futuro como algo de meu tempo. Por outro lado, abandonar nossos sonhos é nos abandonar como homens; se faço isto, o que me torno?
Se hoje aceito o desafio vindo do meu âmago, da parte do meu ser que me define em generalidade, hoje abdico apenas da teoria e entro na prática.
Serei homem teórico e pratico, pratico e teórico; analisarei o mundo para mudá-lo com minhas mãos, mudarei o mundo para me tornar completo.
Nunca fui um homem de ações, talvez por ver diversas variáveis, mas sempre tive pretensões reais e, quando me foi exigida uma tarefa real, não a neguei.
Mas até então minha atuação real fora resultado do acaso, agora tomo a responsabilidade para mim! É meu dever mudar o mundo! É meu dever possibilitar o homem! É nosso dever exigir que tornemos homens!
Mas o que é o homem? É quando somos unidade completa, quando somos alma e razão, quando somos as duas em dialética. Quando não somos razão submissa ao inconsciente, quando não somos razão desprovida de alma.
Olhemos a formação do homem. Um ser receptivo as informações externas, um ser resultado direto do seu mundo, um ser objeto, um ser que em última instância nunca será ele, mas sempre será resultado das outras variáveis. Por outro lado, são infinitas as variáveis que o compõem e também são distintas as variáveis que compõem os outros de sua espécie; logo, todo homem é único; há também o fato de ser da espécie humana o processamento de dados, e sua aleatoriedade e multiplicidade retiram qualquer limite do homem, ele é no fim ser único e potente.
Mas sua potencia só será libertada quando tiver consciência humana, quando a determinação externa não for sua força motriz, quando não for mero resultado, mas função e resultado do mundo. Quando for alma e razão!
por: Guilherme Habib
04/11/09
2 comentários:
Admiro a sua viva crença na natureza humana :)
E desejo que você seja capaz de manter-se próximo da prática de todas essas idéias...
Abraço,
Amanda.
Quem disse algo sobre a natureza humana?
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